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23 de maio de 2008

Sunguilóquio











créditos:
1, Noémia Inácio
2-6, Ivone Girão

quase Sunguilóquio



créditos:
1-2, Admário Costa Lindo
3-9, Ivone Girão
10, Noémia Inácio

o Sembar. Bloco II 11/16



créditos:
Noémia Inácio

o Sembar. Bloco I 1/10











créditos:
1-4, Noémia Inácio
5-10, Ivone Girão

Uma Crónica anunciada

Eis-me AKI ..........desculpem de só agora aparecer mas tive que ir à procura de computador, o meu foi até Ponte Albina........

Trilogia Quimbar - MAR ,SOL e AREIA são elementos da natureza que em terras do SUL de Angola se espraiam entre as duas cidades que mais têm de QUIMBAR, são elas Moçâmedes e Porto Alexandre, actualmente NAMIBE e TÔMBUA.

Aos antepassados que tiveram a coragem de se fazer ao mar, e nos legaram aquele pedaço de deserto, tendo o CUROCA como fonte da vida QUIMBAR , no seu leito quando o sol bate em cheio, é uma imensa chapa de cristal, faulhando lume e arremessando para o espaço o seu feitiço em vagas ininterruptas de diamantes pulverizados.....,foi esta imagem idílica que os ALEXANDRENSES herdaram e pretendem imortalizar, enquanto sentirem o odor que sempre pairou em terras do SUL de Angola.

De alma lavada e coração aberto, tendo a AMIZADE como pano de fundo, juntámo-nos em ALBUFEIRA a 26 de Abril de 2008 - 2º. Almoço a Sul dos Alexandrenses.

Daqui houve o nome de Portugal.... e daqui parti, mais concretamente de V.N.Gaia em direcção ao SUL ávido de poder saciar as securas que se me entranharam, ir rever os AMIGOS ALEXANDRENSES em Albufeira, e como é usual fui pela auto-estrada até Pombal, o dia estava lindo e solarengo de repente O MAR me chamou. O MAR que une continentes e cujas salgadas águas amenizam a nostalgia que brota de corações magoados por drasticamente terem abandonado o território que consideravam seu.

Senti a sua brisa e não pude deixar de ir em sua direcção, saí para a Figueira da Foz, tomei a A8 para me dirigir Sintra-Praia das Maçãs, onde pernoitei tendo como companheiro o barulhar do MAR. Após o pequeno-almoço zarpei com o meu irmão LUIS CARLOS (Brick) a Lagos, o SOL como não podia deixar de ser esteve sempre presente, e para que o sentíssemos mais de perto resolvemos descer a Costa Vicentina, cuja paisagem protegida é o prolongamento natural do litoral alentejano.Com seus ares temperados e tépidos do SUL, é terra de vento e de névoa, tendo SOL escaldante quando "o tempo levanta", sua área de povoamento é dispersa e escassa, sendo muito aprazível na sua globalidade.

Surge-nos Aljezur, primeiro concelho algarvio para quem vem de Lisboa pela estrada que desce a costa, aqui existe o último castelo conquistado aos mouros e donde se pode apreciar toda uma paisagem cativante. Chegados a Lagos entrei em contacto com o JOSÉ FRANCISCO (Gaivota) , EU estava em pulgas para o encontrar já que não o revia há mais de 40 anos...ele sabia da minha existência através da ALZIRA , mas eu não fazia ideia, embora mantenha uma foto junto do Cinema em Porto Alexandre, com ele.

Tínhamos já combinado a estadia em casa dele em BURGAU, a ALZIRA já lá se encontrava, e esperavam a nossa chegada para um GRANDE E SAUDOSO ABRAÇO. Enquanto se preparava o petisco para o jantar fomos dar uma voltinha pela praia e no regresso encontramos mais um Alexandrense que tentava localizar o JOSÉ FRANCISCO , era o EUSÉBIO GRADE que acabou por ficar.

O ciclo da trilogia QUIMBAR, acabara de se completar com a AREIA que servira tantas e tantas vezes de colchão, após noitadas no RECREATIVO, recordo que foram para mim as primeiras vezes quer dormi fora de casa.

MAR, SOL E AREIA são as peças que compõem o mais belo QUADRO ALEXANDRENSE. A noite foi longa e ninguém queria ir dormir, mas tínhamos que o fazer já que no dia seguinte o HOTEL MONTECHORO iria escancarar suas portas para todos os "CABEÇAS DE PEIXE", meninas houve que ainda foram ao cabeleireiro e deu para dormir mais um pouco. Mas chegada a hora combinada lá partimos para Albufeira onde os organizadores já se encontravam em grande azáfama para cuidar dos últimos retoques.

Percorrida a distância que nos separava de ALBUFEIRA , localizámos o Hotel e já o "perfume ALEXANDRENSE" pairava no ar como que a convidar p´ra um grande encontro. No jardim que circunda o hotel, as traineiras começaram a encostar às "pontes" para descarregarem o peixe que enchia os seus porões, a diversidade era imensa tal como nos mares profundos do SUL DE ANGOLA . As espécies que se viam, saltavam radiantes por mais uma vez se encontrarem, e poderem expressar o que lhes vai na alma, havia quem não tivesse estado no 1º.Almoço em Portimão e então tiveram a oportunidade de constatar "in loco" que o espírito que rodeia estes encontros é do mais saudável que há.

No que a mim diz respeito devo confessar que este ano senti uma grande serenidade em toda a gente, embora não tivesse conversado e reconhecido muitas pessoas, o número era realmente vasto e não dava para dialogar com todos.

Atendendo ao elevado número de pessoas, quero aqui deixar uma palavra de agradecimento (parabéns) ao elevado nível organizacional que esteve "CINCO ESTRELAS". O DINO, ADÉLIA, JANUÁRIO, DANIEL, TONICA, ISAURA C. GRANDE e o JOSE JOÂO INÁCIO ,pessoas incansáveis que deram e fizeram de tudo para que este nosso convívio tivesse o êxito que teve.

E para que conste o número foi de 287 (DUZENTAS E OITENTA E SETE) adultos e 4 (QUATRO) crianças presentes, houve casos de pessoas que estavam inscritas e por motivos de vária ordem não puderam estar presentes, mas sei que estiveram em espírito. Tive conhecimento por exemplo que a família TROCADO não pode estar na sua totalidade, o que seria seu desejo, a BELINHA P. NOVO também quis justificar a sua falta telefonando, dizendo que também estava presente embora distante.

As máquinas fotográficas começaram a disparar, tudo captavam e para quem não viu a CLARA CONDUTO , andava de um lado para o outro fazendo da sua máquina de filmar uma rede de malha fina, para não deixar escapar o mínimo pormenor, o HELDER marido da LUISA madrinha do meu irmão LUIS CARLOS (Brick) , também se passeava pela piscina e salões contíguos à grande sala "MONTECHORO " filmando tudo que em quietude ou em movimento se lhe deparava. Julgo que não deve ter ficado nada por gravar, e desde já deixo um apelo, em próximos encontros façam com que estes filmes estejam presentes para que o "PIZARRO" os exponha numa matiné.

Na entrada da sala maior do hotel, o DINO e o JANUÁRIO davam as boas vindas procurando colmatar algumas falhas, mas penso que as não houve dado que o empenho e perfeição eram demasiado grandes.

No espaço que circundava a piscina o barulhar....OLHA ELE/A....QUEM ÉS TU... NÂO ESTOU A VER A TUA "XIPALA"....ESTÁS MAIS GORDO/A, levava a que a hora marcada para o almoço fosse prolongada, mas o seu deleite não foi em vão já que o objectivo era o convívio, e não fosse o estômago dar sinal, possivelmente a degustação ficaria para mais tarde.

ANGRA DAS ALDEIAS (nome primitivo de Porto Alexandre) estava na mente de todos quantos rumaram ao Hotel Montechoro a 26 de Abril de 2008, Algarvios, Poveiros e Madeirenses foram os principais responsáveis que em CAÍQUES como "O FLOR DE MAIO", se fizeram a terras do SUL , onde o MAR era generoso e o CUROCA em tempo de grandes chuvas, se enchia assustadoramente e provocava correntes torrenciais perigosas não dando passagem.....para a outra margem.

Foi esta gente audaz que venceu a dureza e a desolação do terreno, numa ausência confrangedora de conforto. Foram estes homens humildes do nosso povo que venceram a fome, a sede e o tremendo isolamento, escondidos entre as dunas e o mar, batidos constantemente pelo vento agreste, que fustiga sem piedade. In: geohistharia.blogspot.com

Em Montechoro éramos os seus descendentes, e tal como o peixe entra no "XALAVAR", procuramos a sala onde nos esperava

Para começar...
Sopa de Peixe à moda do Pinda
Lombinhos de Garoupa à Porto Alexandre
Arroz de Pato à Tômbua
Em seguida especialidades frias... Peru Montado Bellavista, Rosbife Laminado
Espelho Misto de Charcutaria, Conservas Port.
Pastéis de Bacalhau, Rissóis de marisco, saladas
Molhos Diversos
E para delícia de todos...
Água Mineral, Refrigerantes e Vinho Tinto e Branco
Pastelaria Variada
Fruta da época
Café


No beija AKI , abraça AKOLÁ , perdi-me da minha esposa a LUISA e do meu irmão, juntei-me à ADÉLIA para entrar, e ela diz-me que tem uma surpresa com um aberto sorriso de grande felicidade, não me admirei já que da MIGA e PROFESSORA tudo é possível. Não lhe estraguei o prazer, se bem que pudesse adivinhar o que seria, EU e a LOURDES ESGAIO fomos os mentores do que todos puderam apreciar, A PRIMEIRA EXPOSIÇÃO PÚBLICA E TEMÁTICA, "TEMPOS e EXPRESSÕES" em acrílicos s/vinil e tela, e pastel/crayon s/papel, tendo como tema a MULHER AFRICANA que bem sabe dar uso a MISSANGAS, CÔR e FEITIÇO . A AILEDA/ADÉLIA é autodidacta e faz do seu "mata-saudade" o Desenho a Pintura e a Poesia, hobbies que suportam a interacção com quem a rodeia ( familiares, amigos e colegas). A LOURDES acabou por ter que se empenhar mais do que eu, já que a sua experiência profissional assim o permite, penso que foi óptimo para que novos horizontes se rasguem a quem tão bem risca.

A organização na entrada da sala, juntamente com as manas XANDUCA fizeram a distribuição de "garrafinhas" de licor Algarvio e T-shirts alusivas ao evento e para controlo, também entregaram um dístico com o nome que acabou servindo para saber....QUEM É QUEM . É que nem toda a gente teve oportunidade de se dar e reconhecer, tudo o que pairava no ar era o fetiche do feitiço...da terra onde cresci, vivi, amei, chorei e sonhei.

No horizonte da sala vi um palco com extensões de ambos os lados que me fizeram recuar no tempo e recordar uma tira de AREIA a que chamávamos ILHA. Os caranguejos posicionavam-se em grelha de partida para ver os que chegavam primeiro à água, mas em dias de calema as traineiras baloiçavam e à "ginga" por meio de "tarimbas" escolhemos o AMIGO/A para saborear a SOPA de PEIXE e a GAROPA . No baía as "CASUARINAS" árvores plantadas para travar o avanço das areias trazidas pelas "garroas" do DESERTO, deram lugar a CABAÇAS com nomes de traineiras que diariamente lá para a BAÌA dos TIGRES e SACO da AREIA enchiam seus porões.

Ao virar da ponta da ILHA , onde o mar por costume é mais revolto, todos se agrupam e procuram entre os presentes, quem consigo poderá ter vivido episódios mais relevantes, para serem recordados. OS SABORES ALEXANDRENSES , estavam prontos a ser servidos, e eis que anunciam um casal de dançarinos, que saltou para a pista e nos brindou com uma actuação soberba, os convivas que permaneciam indecisos, não demoraram muito a fazê-lo, já que o aroma que andava no ar da SOPA DE PEIXE e da GAROPA , aguçava o apetite. Neste espaço de tempo ainda havia máquinas a disparar e conversas por acabar, que tiveram início com abraços e olhos lacrimejantes da saudade que permanece no coração de todos os CABEÇAS DE PEIXE . Quem teve a oportunidade de olhar aquela sala, julgo que teve a mesma imagem que eu, A BAÌA DE PORTO ALEXANDRE , estava plena de recordações e gente que se quiseram ver e abraçar.

Houve uma pessoa que me surpreendeu pela sua presença e poucos recordarão, foi a minha ÂNCORA na actividade profissional, o JOÃO JOSÉ MATIAS FURTADO, irmão do Joaquim Furtado e da Esposa do João Veríssimo, quem o informou deste encontro foi o GUILHERME MATIAS que é seu primo.

Depois foi recordar alguns episódios, com o CASAL FERREIRA que ainda com saúde, relembraram o meu saudoso pai e de quem foram amigos.

As filas para saborear a Sopa de Peixe não tinham fim, estava divinal e até secundei. O meu irmão LUIS CARLOS (BRICK), é especialista e diz que poucos a saberão fazer, a ALZIRA já estava na GAROPA e disse maravilhas de modo que não demorei muito a provar. O ARROZ de PATO já mais para o fim, deve ter sido unicamente para aconchego, uma vez que O PEIXE de PORTO ALEXANDRE é sempre bom.

A ISAURA do PINDA , andava de um lado para o outro sempre á procura de uma fotografia e o RIJO impecável nos seus calções apreciava tudo e todos, gostei e deu-me um gozo especial a presença da LUISA madrinha do meu irmão, assim como o HELDER que só filmava. Foi uma surpresa para a LUISA que já não via o afilhado há muitas luas, e como não há uma sem duas, vi a família PROENÇA , que para mim foi o relembrar de factos que acabaram por não acontecer, a GRACINDA E O IRMÃO , assim como a MÃE . Quando o meu pai esteve no Adérito, estive para seguir o trilho da "menina loira", vir para o PORTO estudar, mas acabei em TOMAR , escutei da parte dos manos PROENÇA o falecimento de seu pai, pessoa que muito estimava. Por perto andava a GRACIETE que deslumbrada com tudo mais parecia uma gaivota sobrevoando a praia.

O baile abriu e não é que tinha que ser EU e a LOURDES ESGAIO , como está no fotografia, não sei quem foi o repórter mas está um "lindo boneco ". Tivemos todos um grande salão para aprender a dançar "O RECREATIVO", e ao rufar do tambor toda a minha gente se encaminhou para a pista o conjunto com uma "MININA " de voz doce e quente fez relembrar "REBITAS", e "BATUQUES" de "MISSANGAS" no pé.

Os IRMÂOS GÉMEOS foram quem mais deu nas vistas, ainda conseguem vestir de igual, mas a sua alegria arrastou tudo e todos, não sei onde vão arranjar tanta genica. O CELSO VIVEIROS sempre igual a si próprio deitava faladura AKI e AKOLÁ , o XICO BATISTA com a VILMA também deram a entender que roda quem sabe. O MANEL ANTÓNIO ESGAIO/BELINHA e o SILVÉRIO/LUISA entre os dançarinos conversavam para que nada ficasse por relembrar. A MANA LOURDES estava radiante de poder dar largas ao seus pensamentos de "MININA", embora estivesse incumbida da EXPOSIÇÃO , não deixou de "ESCORREGAR " na pista. Tenho que fazer AKI uma referência muito especial à filha da LOURDES ESGAIO , debutou aos ALEXANDRENSES o seu rebento, que foi a pessoa mais nova na SALA , a VÓVÒ babada quis impregnar todo aquele ambiente no seu frágil coração.

A Prof. MARIA BATISTA reconheceu-me e disse, fui tua PROFESSORA, fiquei um pouco a olhar e não a vislumbrei, embora me recorde perfeitamente daquele porte atlético, estes momentos rapidamente me fizeram recuar no tempo, e recordei a ESCOLA PRIMÁRIA e O CÓNEGO ZAGALO . A CLAUDIA VIEGAS e o HUGO que quis conversar um pouco comigo, embora não sejamos da mesma época trocámos ideias. Quem também gostei de ver foi a LOUDOVINA (VINA) com o marido, coloquei-a de frente com a MANUELA LOPES e eis que de repente as duas se abraçam, saltam e pulam de contentes até que a VINA perde um brinco, foi lindo ver duas AMIGAS cujo tempo separou e só agora se voltaram a ver. Foi neste ambiente familiar, salutar e de grande AMIZADE , que a tarde de 26 de ABRIL se foi passando, estávamos imbuídos do néctar da BELUNGA que havia nas CABAÇAS, só foi pena não ter fermentado mais.

Alto e pára o baile.......foi tempo de descanso porque as pernas já gingavam por todo o lado, houve quem fosse para o lado da piscina para saciar as gargantas com mais um "CUCA ". Não deixei de verificar que as conversas continuavam acaloradas e sempre recordando, sentei-me com o ADMÁRIO, DOMINGOS, PAIXÂO, JOÃO PAULO TROCADO, OSVALDO e o JUCA fomos ao baú, até parece que estávamos no FLAMINGO . O ZÉ FRANCISCO quis a minha morada, e saio da rodinha para ir à sala buscar um cartão, entro e deparo com a agitação do sorteio das CABAÇAS. Aqui o nome e peripécias com as traineiras vieram mais uma vez à mente colectiva, ficamos a saber que o Hotel Montechoro tinha oferecido dois fins-de-semana que também foram sorteados, um foi para o Sr. ALBANO e outro para o LUIS CARLOS (BRICK ). Mais uma vez as manas XANDUCA se dispuseram a colaborar e todas as traineiras tiveram o seu pontão de abrigo, embora a BELUNGA de algumas já tivesse desaparecido.

O REBITAR continuou e o JOSÉ JOÂO , no mexe que mexe não parou, quis particularmente enviar um abraço para os meus Tios Modesto/Wanda e o Ângelo, que com muita consideração foram entregues. A CLARA CONDUTO penso que fez uma grande reportagem, porque a fita nunca mais acabava, a MARIANA estava feliz e contente como sempre, a MÉLITA PARREIRA DA CRUZ , sorridente contagiava o ambiente que ao longo de todo o dia esteve maravilhoso.

Os IRMÂOS BODIÔES , conversavam AKI E ALI , ao redor da pista, a ZEZA SANCADAS e familiares estavam com alguma dor pelo que aconteceu ao seu irmão recentemente, mas desejo que tudo se resolva, e a alegria que lhes reconheço volte a pairar. A ZÉRITA, a LUCINDA, e a MANUELA CONTREIRAS também sempre presentes procurando a melhor foto para o seu álbum de recordações, a ZÈZINHA CARVALHO e a ISA não se recataram na paz de espírito que é o ALFEDO GANCHO , estiveram sempre muito alegres e bem-dispostas. A D. MARIA DO ALÍVIO não podia ficar esquecida até porque quando me despedi, fiquei muito sensível ao que me disse, já estava cansada mas que sentia tudo o que ali se passou.

A tarde vai longa e quem tem que viajar, já ao caminho se fez, eu como fico p´ró dia seguinte, fui ao cantinho da ADÈLIA que arrumava os seus quadros com a ajuda do VAZ , e despedi-me porque ia jantar a BURGAU . Disse-me que a ideia da Exposição foi óptima e que tinha corrido bem , fiquei contente por ter aberto o seu BAÙ , e assim dar a conhecer todo o seu trabalho aos ALEXANDRENSES .

Não queria terminar sem antes pedir desculpas, por não mencionar o nome de AMIGOS/AS mais próximos, mas como devem imaginar seria quase impossível fazê-lo, assim VOS deixo com:


É...feitiço

E mais um dia...
E mais um reencontro...
Gente de lá...
Que vive cá...
Que cresceu lá...
E que está cá...


Gente que África uniu...
Gente que sente saudade...
Que gosta de se encontrar...
Para recordar...


O seu Kimbo...
A sua escola...
A sua xitaca...
Os seus amigos...
Os seus brinquedos...
Feitos de "bordão"...
E das "caricas" das gasosas...


E neste encontro...
Este reviver foi com alegria...
De podermos todos juntos...
Viver e sentir...
Que este feitiço...
Nunca nos abandonará...
In: Reticências apenas!... (Lili Laranjo)


David Martins “Broalhos”
publicado entre 3 e 10.maio.2008 em
www.sanzalangola.com
www.muzongue.com